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Lambreta, um ícone

Um mito de 70 anos, a Lambreta surgiu no pós II Guerra. Foi uma maneira de reiniciar a produção industrial e ao mesmo tempo proporcionar um meio de transporte econômico na destruída Itália.

Ferdinando Innocenti já trabalhava com seu pai ferreiro e a longa experiência com tubos de aço serviu para criar, em 1947, a fábrica de motonetas no bairro de Lambrate em Milão. Ferdinando uniu-se ao engenheiro Pierluigi Torre que idealizou um veículo de baixo custo de produção, de manutenção e com proteção melhor do que uma motocicleta convencional para as mudanças climáticas como chuva, frio e neve.

 

Um de seus pontos fortes é a boa estabilidade devido ao baixo centro de gravidade proporcionado pelo motor próximo à roda traseira.

O que foi colocado no mercado para ser um meio de transporte prático e econômico, somou a estas características muito estilo e a história tratou de transformar a lambreta em um ícone.

Alguns personagens ajudaram a consolidar a Lambreta como, além de um meio de transporte, um objeto de culto e de estilo de vida.

 

O lendário explorador Dr. Cesare Battaglini fez uma impressionante e longa viagem de scooter de 1956 a 1959. Ele passou por todos os continentes e bateu um novo recorde ao percorrer 160.000, sim, 160 MIL quilômetros em uma Lambretta 150D. A scooter foi preparada especialmente para sua viagem em um laboratório experimental da Innocenti em Milão. Na realidade foram duas scooters, uma para ele e outra para sua companheira de viagem. Elas foram modificadas para a ocasião, entre as mudanças estão bagageiros maiores e dois tanques de combustível para maior autonomia.

 

“Sogno ad occhi aperti popoli strani, foreste inesplorate, monti selvaggi, deserti sconfinati e mille altre cose che non esistono solo nella mia fantasia ma che sono realtà di questa terra; ciò che mi tormenta è sapere che, pur esistendo queste cose, forse non le potrò mai vedere con i miei occhi…”

Cesare Battaglini

 

“Sonho com os olhos abertos, povos diferentes, florestas inexploradas, montanhas selvagens, desertos sem limites e milhares de outras coisas que não existem somente na minha fantasia mas que são realidades desta terra; o que me perturba é saber que, existindo tudo isso, talvez nunca possa ver com meus próprios olhos…”

 

Os jovens ingleses adotaram as scooters Vespa e Lambreta e fundaram uma sub-cultura, os Mods. Jovens rebeldes e bem vestidos – talvez os dândis dos anos 70 – que pilotavam scooters e brigavam com os Rockers com suas jaquetas de couros e motocicletas. O personagem Jimmy, interpretado por Phil Daniels,  do clássico filme Quadrophenia, dirigido por Franc Roddam, pilotava uma Lambretta Li 150 Serie 3 e eternizou o movimento. Homônimo ao álbum do The Who, banda que compõe quase toda a trilha sonora do filme, é um clássico que vale a pena ser apreciado.<

Aliás vários filmes têm como coadjuvante as scooters mais charmosas da história, já demos algumas indicações em outros posts do blog Motorino Club, confira:

 

Dicas de filmes do universo Vespa e Lambretta

 

Scooters e Cinema: filmes com aparições de scooters

 

Scooters e Cinema: filmes com aparições de scooters​ – parte 2

 

 

Nos anos 50 a Lambreta já era licenciada e fabricada em outros países além da Itália como França, Alemanha, Espanha, Brasil, Colômbia, Argentina, Taiwan e Índia.

Em 1972 o governo indiano comprou o maquinário da Lambreta e iniciou sua produção no país pelas mesmas razões que Ferdinando Innocenti o fez no pós Guerra. A Índia era independente há duas décadas e tinha pouca infra-estrutura e demanda por transporte prático e econômico. A história se repetiu e a Lambreta se tornou muito popular na India.

Em 1980 e 81, a SIL, Scooters India Ltd. Produziu cerca de 35 mil Lambretas. Nos anos seguintes a produção diminuiu drasticamente e finalmente foi encerrada em 1997. Atualmente a fábrica da SIL produz a Lambretta GP, ou DL, de forma limitada e concentra-se na produção do triciclo Vikram, com mecânica da Lambreta, os famosos tuk-tuk indianos

A produção entre 1958 e 1960, o apogeu da marca, superou a quantidade de 50.000 unidades/ano. No Brasil, a Lambreta foi a motocicleta mais popular nos anos 60.

Lambreta sempre foi um nome forte e suas scooters, seu design, sua essência, marcaram e marcam gerações. São objetos, concretos na sua materialidade, mas também abstratos pois envolvem sentimento e emoção. Quem pilota uma Lambreta sente toda a emoção e liberdade que ela proporciona.

A palavra Lambreta está no dicionário da Língua Portuguesa há muito tempo, no velho Dicionário Aurélio, lá está ela, Lambreta, substantivo feminino, significado: motoneta. Por isso escrevemos com um T, Lambreta no Brasil, Lambreta em português, derivada da italiana Lambretta.

 

 

 

Há clubes de devotos por Lambretas em todo o mundo,na Inglaterra, principalmente em Londres, há muitos, muitos mesmo, dá uma olhada nesta lista.

No Brasil existem vários clubes, regionais e nacionais. Passeios, rides, são organizados e a paixão pelas scooters é o que une os participantes. Aqui uma boa fonte de informação.

Na Motorino organizamos alguns eventos. Chamamos Ride, Food and Jazz, ou Blues. E claro, tivemos duas edições do Ride, Food and Rock. Todos são bem-vindos, os Rockers e o Mods se encontram sem problemas. Quem tem scooter participa do passeio pela cidade organizado antes do evento, onde todos se encontram embalados com boa música. Fizemos algumas edições na Motorino Curitiba onde fica nossa matriz e ponto de envio das scooters para todo o Brasil.

 

 

 

A Lambreta é ícone, é cultuada, tem seus devotos, é história sobre duas rodas, mas também é tempo atual.

Está muito presente em alguns países onde circulam em grande número pelas ruas e avenidas. Na Itália, claro, seu berço, e também nas Filipinas, Indonésia, Vietnam, Tailândia. Muitos países asiáticos são dominados por scooters, originais da época ou com tecnologia atual. As scooters estão presente. São econômicas e trazem mobilidade urbana.

 

 

 

Fundamental em países com grande população, distâncias consideráveis e transporte público nem sempre eficiente. Além da parte prática e econômica, trazem também história, estilo de vida, rebeldia e comodidade, um paradoxo sim, resultado da construção da realidade atual quando o novo e o antigo fazem tanto sentido juntos.

 

 

 

 

O que é bom deve continuar e a Motorino faz parte desta história no século XXI. Além de uma ligação com a marca célebre, a Motorino tem em seu estoque a Velvet, releitura da clássica Lambreta bicolor. O desenho é retrô mas a tecnologia é moderna. Lanternas e setas em LED, suspensão telescópica, freios a disco e carenagem interna na cor da carroceria são algumas características da Velvet. O veículo perfeito para se locomover pela cidade com muito estilo e de forma prática. Chama a atenção onde quer que passe ou estacione, com seu visual de linhas leves e divertidas.

 

A Motorino também traz para o Brasil a Lambretta 2018, conheça.

 

 

 

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